quarta-feira, 8 de junho de 2011

A propaganda e o comércio de brinquedos na construção do feminino e do masculino



Os meios de comunicação tentam capturar a subjetividade das pessoas, muitas vezes associando o produto comercializado a um perfil psicológico.

No que tange às questões de gênero, podemos notar como a mídia e o comércio sustentam e reafirmam as diferenças de gênero, ou seja, as diferenças entre o feminino e o masculino. As propagandas de brinquedos, bem como as próprias lojas, fazem uma distinção daquilo que é destinado para meninas e para meninos. Carrinhos, armas e bolas, por exemplo, são considerados brinquedos masculinos. Já as bonecas, casinhas e panelinhas são brinquedos femininos.

Tais brinquedos influenciam na construção social da masculinidade e feminilidade. Os homens são criados para serem figuras do espaço público, que futuramente terão carros e trabalharão fora. Também são ríspidos, fortes e viris. Já as mulheres são criadas para serem figuras do espaço privado, que cuidarão da casa e dos filhos. São consideradas frágeis, sensíveis e meigas. As panelinhas de plástico aparecem para reforçar o discurso de que “lugar de mulher é na cozinha”, enquanto as bonecas são utilizadas para construir o mito do instinto materno.

Se meninas brincam com carrinhos ou arminhas de brinquedo, são Maria homem. Se meninos brincam de casinha ou de boneca, são veadinhos. Isso porque muitas pessoas não sabem e não procuram saber a diferença entre sexo, identidade de gênero e orientação sexual. O macho (sexo/características biológicas) deve ser masculinizado (gênero/características atribuídas socialmente) e hétero (orientação sexual), enquanto a fêmea deve ser feminina e hétero. Quando uma pessoa foge desses padrões estabelecidos, a moral entra em cena, os papéis se misturam e a fogueira é acessa para queimar todos os “anormais pecaminosos”.

Um comentário:

  1. Deve sr visto como anormalidade
    a imposição de papeis, pecaminoso o preconceito!

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