segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sobre não poder ser eu...

Insistentemente, hoje corro atrás de um novo eu. Não para me moldar ao mundo, nem para agradar a terceiros, mas sim para que eu possa me aturar, não brigar comigo mesma, para me moldar à minha própria vida.

Não posso mais ser eu se quiser ser alguém. Não conseguirei manter meu edifício erguido se aquilo que o compõe é extremamente frágil. Precisei desabar para ver que, na verdade, aquilo que me compõe não passa de matéria sem qualidade. Aquele edifício trincado, que tantas vezes tremeu e ameaçou desabar, dessa vez desabou por não ter recursos o suficiente para segurá-lo. E porque o baque foi mais intenso.

Agora só me resta me montar novamente, mas dessa vez utilizando os elementos certos, ideais para uma construção segura, que nunca mais desmorone.

Se não conseguir, desisto de mim. Me deixo a mercê de todas as minhas circunstâncias até que o último ser vivo na Terra não mais me ature.

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