sexta-feira, 12 de março de 2010

Uma última confissão sobre 2009...


Minha vida é assim: todo dia quando acordo vejo que dormi demais... Lá se vão preciosas horas que eu deveria ter utilizado para a minha evolução, para o meu “sentir-se útil”.

Depois do almoço sempre penso ter comido demais... ganha-se a calorias e, de quebra, a culpa e a raiva por não conseguir controlar os meus desejos.

Em seguida, vejo-me como um ser apressado, que se descabela fio a fio. Começo a pedalar rápido, como se carros e pedestres não existissem. O morro é meu paraíso. O vento, a melhor sensação. Os olhos úmidos, e ocasionalmente as lágrimas, não passam de conseqüência. A qualquer momento um pedestre pode surgir. A qualquer momento um carro pode colidir. E a qualquer momento um pneu pode furar. Essa é a melhor parte do meu dia. Não existe arrependimento, nem mesmo previsão. O barulho do vento não ajuda no meu “sentir-se” útil, mas é essencial para o meu “sentir-se viva”.

Se eu tivesse uma arma, brincaria de roleta-russa.

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