sábado, 27 de março de 2010

2010...



Reciclar a vida é necessário quando esta já está gasta. Do contrário, ela ficará cada dia mais falha e monocromática.
As experiências passadas servem para nos fortalecer e nos preparar para os desafios futuros.
As decepções se tornarão escudos e os momentos de alegria se tornarão esperança e motivação.


Adaptar-se aos novos hábitos e costumes é sempre complicado no início. Chorei até não ter mais lágrimas, tive pelo menos três tipos de paranoias diferentes e até pensei em desistir.
Mas agora eu vejo tudo isso como a realização de um sonho (sonho nem sempre é sinônimo de paraíso), como uma nova perspectiva, uma grande oportunidade, um grande projeto de vida...
Sinto falta de tudo aquilo que construí em outro lugar. Mas o que foi construído jamais será destruído, talvez apenas renovado. Sinto falta dos bares, das praças, da tv a cabo e da banda larga.
Agora estou aqui, lavando roupa na mão, sem tv, (quase) sem internet, sem telefone, sem cama, sem mesa, sem guarda-roupa e sem nenhum puto no bolso... essa é a vida que eu queria ter! Não existe outro modo ou lugar onde eu gostaria de estar.
Estou vivendo, e o melhor de tudo, da forma como eu tracei a 4 anos atrás!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Uma última confissão sobre 2009...


Minha vida é assim: todo dia quando acordo vejo que dormi demais... Lá se vão preciosas horas que eu deveria ter utilizado para a minha evolução, para o meu “sentir-se útil”.

Depois do almoço sempre penso ter comido demais... ganha-se a calorias e, de quebra, a culpa e a raiva por não conseguir controlar os meus desejos.

Em seguida, vejo-me como um ser apressado, que se descabela fio a fio. Começo a pedalar rápido, como se carros e pedestres não existissem. O morro é meu paraíso. O vento, a melhor sensação. Os olhos úmidos, e ocasionalmente as lágrimas, não passam de conseqüência. A qualquer momento um pedestre pode surgir. A qualquer momento um carro pode colidir. E a qualquer momento um pneu pode furar. Essa é a melhor parte do meu dia. Não existe arrependimento, nem mesmo previsão. O barulho do vento não ajuda no meu “sentir-se” útil, mas é essencial para o meu “sentir-se viva”.

Se eu tivesse uma arma, brincaria de roleta-russa.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Coisas que aprendi em 2009...

(Sei que estou um pouco atrasada para dizer isso, mas lá vai.)

Descobri que amizades podem ser passageiras, independente da sua intensidade.

Descobri que profissionalismo é muito mais do que exercer sua função de forma impessoal, é exercer sua função de forma coerente.

Descobri que bons professores são aqueles que te incomodam. Bons professores não são aqueles que simulam amizade, mas sim os que se preocupam verdadeiramente com você. Descobri que bons professores são raros.

Descobri que paixões vêm e vão. Que o verdadeiro amor é raro, e talvez só passe uma vez pela sua vida.

Descobri o que falta na grande maioria das pessoas: empatia. Descobri que a falta dela faz pessoas que tem amam magoarem você. Faz as pessoas se afastarem. Faz haver mal entendidos.

Descobri que a distancia mais dolorosa é quando as pessoas estão por perto, porém distantes.

Descobri que nada conseguimos sem esforço, e que um esforço não é algo que possamos fazer a todo instante.

Descobri que escrever é um dom, e ele pode desaparecer caso você não pratique.

Descobri que algumas pessoas não possuem, de fato, espírito revolucionário, apenas querem ser despadronizados.

Por fim, descobri que ainda tenho muita coisa a descobrir, e descobri que nada sei.