domingo, 16 de janeiro de 2011

Coisas que aprendi em 2010...

Descobri que, se uma pessoa é triste, é triste em qualquer lugar.

Descobri que surpreender pessoas que não dão nada por você é extremamente satisfatório.

Descobri que convivência é uma coisa complicada.

Descobri que planos pensados a longo prazo são possíveis, por mais que as pessoas debochem e desacreditem deles.

Descobri que esses planos podem dar certo desde que não necessitem demais dos outros, mas sim de sua força de vontade, e desde que não sofram grave intervenção do dito “destino”.

Descobri que não adianta dar o mundo a alguém que não está interessado.

Descobri que relacionamentos são instáveis, pois dependem de duas mentes convergentes em determinados sentimentos e situações.

Descobri que a competitividade às vezes é maior do que a amizade.

Descobri que sou individualista ao ponto de odiar a competitividade (a não ser que seja entre eu e eu mesma).

Descobri que esse individualismo desagrada muitas pessoas. Mas também descobri que não é preciso mudar, pois amigos de verdade te aceitam como você é.

Descobri que fatos sociais são como coisas. “São maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotadas de um poder coercitivo”.

Que para Maquiavel, “os fins justificam os meios”.

E descobri que final de período é, definitivamente, um purgatório coletivo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Altruísmo existe?

Depois de várias sessões de filosofia de boteco chegamos à conclusão de que não, altruísmo não existe. Compartilho da idéia de nosso sábio Simmel de que toda ação humana é egoísta. Isso significa que o ato altruísta em si pode até existir, mas a motivação por trás de tal ato é egoísta. Auguste Comte estava muito equivocado (assim como na maioria de suas teorias) quando afirmou que os seres humanos têm a capacidade de viver para os outros.

Quando ajudamos alguém, ajudamos por que isso nos faz bem. É um benefício próprio, antes de ser um benefício a terceiros.

Passei dias pensando em alguma ação verdadeiramente altruísta. Pensei na situação em que não queremos fazer algo, e admitimos que não queremos, porém, fazemos por que devemos fazer, pois não fazer seria errado. Isso também é egoísta, pois não fazer te deixaria com a consciência pesada, e ninguém vive bem com esse tipo de peso.

Quando penso nisso, me vêm à cabeça que somos todos podres e que o mundo não tem jeito. Mas a questão é que o mundo é e sempre foi assim, e quase não percebemos. Estamos tão ocupados nos vangloriando como “pessoas de bem” que nos esquecemos de perceber que todas as nossas ações são em favor de nós mesmos. Mas nem sempre isso é ruim. Se o nosso egoísmo pode ser usado a favor do bem comum, que assim seja feito.

E assim segue a humanidade, com seu jeito complexo e peculiar, cheia de armadilhas e segredos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Reflexões a cerca de um individualista apaixonado

Fico pensando em como pessoas individualistas podem chegar ser tão dependentes de uma paixão. Geralmente, essas pessoas vivem imersas em seu mundo, não tem a necessidade de outras pessoas para exercer qualquer tipo de tarefas e vivem muito bem assim. Não gostam de andar em bando, não gostam de trabalho em grupo, gostam de caminhar sozinhos com seus devaneios.

Os individualistas se voltam tanto para o seu próprio mundo que a inserção de qualquer corpo estranho no mesmo ou a proximidade com qualquer mundo diferente os assusta, fazendo com que se crie uma barreira de isolamento, modo de auto-preservação. Porém, quando um individualista se apaixona, ele deseja a presença desse corpo estranho, e esse passa a fazer parte do mundo dele. Não são mais dois mundos distintos, mas algo que passa a integrar o mundo do sujeito individualista. E como o bom individualista é obcecado por seu próprio mundo, torna-se obcecado pela sua paixão. A perda dessa paixão é como a perda de uma peça fundamental em seu quebra-cabeça, ou a perda de um órgão essencial para o funcionamento de seu organismo.

Ah individualista... Te custou tanto descobrir que você não pode montar seu quebra-cabeça com uma peça que não lhe pertence. A construção do seu mundo só pode ser feitas com elementos seus. Os elementos alheios não passam de complemento.

A maior contradição e maior burrice de um individualista é ser obcecado por uma paixão.