O mundo está em constante mutação. Tempo e espaço caminham juntos num percurso circular (afinal, tudo são formas geométricas!). Mas quando tempo e espaço não combinam é porque algo essencial foi tirado dessa rota. Pessoas regridem ao invés de progredir. Será que o tempo resolveu correr no sentido anti-horário? Não sabemos o que aconteceu. Sabemos apenas que nenhuma verdade é absoluta, e que a mais estável das teorias pode falhar.
Fatos inesperados acontecem. Pessoas começam a se compromissar. Longe de mim querer reverter tal situação; penso ser bom que alguém possa te dar aquilo que eu nunca pude e talvez nunca poderei.
A falta do ser de vez em quando fala mais alto, até porque, “ninguém é uma ilha”. Alguns amigos se afastam mais do que os outros. Será possível a amizade acabar? A família é e será até o fim dos tempos (ou até que alguém falsifique tal proposição). Mas caso ela seja refutada, sempre descobriremos um “ad hoc” para salvá-la.
E quanto à música? Rousseau talvez não estivesse em sã consciência quando afirmou que as artes servem apenas para distrair a maldade dos homens. A música não foi apenas distração, mas também um grito de insatisfação, uma explosão de sentimento liberado e, acima de tudo, uma “cola que nos cola”, o fio que nos ligou, aquilo que nos fortaleceu, aquilo que nos aproximou. Cada invasão de palco um motivo para gargalhar, cada viagem uma história para contar.